A gestão do tráfego no Rio de Janeiro permanece predominantemente analógica, dependendo da ação humana para detectar problemas e ajustar sinais, mesmo em uma era de avanço da Inteligência Artificial. Essa defasagem tecnológica resulta em lentidão e ineficiência, como visto em episódios recentes na Zona Sul.
Enquanto outras cidades adotam sistemas de IA que se adaptam a cenários em tempo real, o Rio utiliza tecnologia implantada entre 2009 e 2012 no Centro de Operações e Resiliência (COR). Segundo engenheiros, o sistema atual depende da contagem de veículos por radares e de dados estatísticos acumulados para programar os intervalos dos sinais.
A falta de modernização significativa impede que o sistema processe informações detalhadas, como a diferença entre o fluxo de carros e motos. Um imprevisto, como um acidente, exige identificação visual pelas câmeras, o que retarda o acionamento de socorro e a alteração da sinalização.
Para mudar esse quadro, a prefeitura iniciou um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para estudar soluções tecnológicas nos 3.121 cruzamentos. As primeiras conclusões serão apresentadas esta semana, mas os relatórios finais só sairão em agosto, momento em que se dará início à concorrência pública.

