Três empresas de tecnologia chinesa apresentaram smartphones com agentes de inteligência artificial em Xangai, na China. Os aparelhos prometem executar tarefas complexas por comando de voz, como pedir comida ou gerenciar serviços. Contudo, o acesso dos agentes aos aplicativos das plataformas é o principal entrave para a consolidação da tecnologia.
A Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai foi palco de lançamentos que antecipam a integração da IA no cotidiano. A fabricante Nubia mostrou o NaviX Ultra, que utiliza o Doubao, chatbot da ByteDance. Inicialmente, o protótipo realizava comandos simples em diversos aplicativos. No entanto, gigantes como Alibaba, Tencent e JD.com restringiram o acesso, inviabilizando a ferramenta e forçando a ByteDance a desativá-la em certas situações.
A diretora associada de pesquisa da empresa americana de inteligência de mercado IDC, Kiranjeet Kaur, afirmou que o maior desafio é a capacidade dos agentes de IA de operar em substituição aos usuários. As plataformas de tecnologia desejam manter o controle direto sobre a relação com o consumidor, sob risco de perder esse controle para um terceiro.
Outras empresas também apresentaram modelos avançados. A Honor exibiu o “Robot Phone”, que integrará agentes de IA em parceria com a Alibaba, e a startup StepFun lançou o STEPX Neo, que se conecta a serviços como Alipay e Didi. Fora da China, a Brain Technologies vendeu um aparelho no Japão, que, apesar de funcional, demonstrou falhas ao executar solicitações por voz.


