A volatilidade das moedas de mercados emergentes caiu ao menor nível do ano, impulsionando operações de carry trade, especialmente em moedas da América Latina. A região oferece taxas de juros mais altas que a maioria dos pares em desenvolvimento, atraindo recursos de investidores globais.
As moedas latino-americanas apresentam-se como as mais atrativas entre os mercados emergentes segundo a relação entre carry e risco. Operações de carry trade demonstraram retornos significativos: a compra de peso colombiano rendeu 22%, enquanto a estratégia focada no real brasileiro gerou ganho de 12,9%. Em contraste, moedas como zloty polonês e baht tailandês acumularam perdas de pelo menos 5%.
O real brasileiro lidera a métrica de carry sobre risco com pontuação de 1,33, segundo uma lista de 27 moedas compilada pela Bloomberg. Estrategistas de bancos de Wall Street recomendam manter posições compradas em uma cesta que inclui real brasileiro, peso colombiano e peso mexicano. Segundo a imprensa internacional, a baixa volatilidade cambial é crucial para evitar que a vantagem dos juros seja anulada por movimentos desfavoráveis no câmbio.
Apesar do otimismo, há riscos apontados por analistas. Um estrategista de moedas da América Latina comentou que a história específica da Colômbia é positiva, mas que a política doméstica brasileira pode caminhar para um resultado menos favorável ao mercado. Além disso, o risco do El Niño ameaça moedas andinas, conforme alertou um chefe de dívida soberana de mercados emergentes.

