A cantora Preta Gil mantinha sua fé como um pilar central de sua vida, integrando devoções ao candomblé e ao catolicismo. Ela era devota de Oxum, Irmã Dulce e Nossa Senhora Aparecida, e fazia orações diárias para as três divindades em sua residência no Rio de Janeiro.
A espiritualidade era essencial para a artista durante o tratamento contra o câncer. Em entrevista, ela explicou que sua fé refletia sua essência como uma mulher plural e diversa. “Sou plural, sou uma mulher das misturas, da diversidade, e acho que o meu altar e a minha fé não poderiam ser diferentes do que eu sou. Essa é a minha essência”, disse a cantora.
A ligação religiosa da artista era multifacetada. Ela possuía uma tatuagem com o nome “Oxum” em sua mão e visitava o santuário de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, em diversas ocasiões. Além disso, em seus últimos meses, a cantora realizou um banho de mar para “receber o axé” de Yemanjá.
A artista mencionou que sua conexão com a religiosidade começou na infância, vivendo entre o Rio de Janeiro e Salvador. Ela recordou gostar de ir à igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, e fazer promessas religiosas.

