O mercado de carros clássicos no Brasil movimenta R$ 32,6 bilhões por ano, sustentando uma cadeia de empregos pouco visível. Profissionais especializados, como mecânicos e restauradores, atuam em pequenas e independentes cadeias de trabalho, do interior de Minas Gerais ao litoral de São Paulo.
A economia do setor passa despercebida por não apresentar a cara de uma grande indústria. Ela se estrutura em atividades fragmentadas: fornecedores de peças, mecânicos especializados e restauradores operam de forma independente, mas juntos formam uma cadeia de trabalho real que vai além do comprador e do vendedor do veículo.
Encontros e feiras de carros antigos atraem centenas de milhares de visitantes em diversas regiões do país. Esse movimento gera impacto econômico em hotéis, restaurantes e comércio local. Prefeituras que reconheceram esse potencial passaram a apoiar formalmente os encontros, visando o ganho para o comércio local.
O crescimento recente abriu oportunidades para novos profissionais, como jovens mecânicos e especialistas em logística de transporte. Segundo Mário Augusto de Castro, esse cenário aponta para um início de formalização do setor, o que beneficiará tanto quem trabalha informalmente quanto o consumidor, que terá mais garantia na contratação de serviços.

