O PSD do Rio deve retirar a deputada estadual da chapa para as eleições de outubro, segundo fontes ligadas ao partido. A medida ocorre para evitar desgaste político e reduzir o risco de impugnação da candidatura pela Justiça Eleitoral, devido a investigações que envolvem a parlamentar.
A decisão, tratada nos bastidores como um movimento estratégico, busca afastar o partido de um foco de desgaste durante a campanha. Integrantes da legenda afirmam que manter a parlamentar na disputa poderia prejudicar a imagem do partido, especialmente em um contexto onde a segurança pública é tema central no debate eleitoral do Rio de Janeiro.
A parlamentar é investigada por suposta ligação com o núcleo político de milícia, apontada como uma das maiores organizações criminosas do estado. Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que ela era chamada de “madrinha” por membros do grupo, por supostamente auxiliar os milicianos.
Além das investigações sobre o crime organizado, a deputada foi condenada em agosto de 2024 pelo Tribunal de Justiça do Rio. A condenação foi por manter um assessor fantasma entre 2011 e 2015, resultando em quatro anos, cinco meses e dez dias de prisão em regime semiaberto e perda do mandato.

