A Meta Platforms (META) registrou receita de 56,31 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, crescendo 33,08% em relação ao ano anterior. Contudo, o aumento da faixa de gastos de capital (capex) para entre 125 e 145 bilhões de dólares fez com que as ações caíssem 8,55%, gerando debate sobre o retorno desses investimentos em inteligência artificial.
A empresa, que se tornou um exemplo do gasto em IA das grandes empresas de tecnologia, viu suas ações caírem 8,55% após o anúncio do maior capex previsto para 2026. Segundo a imprensa, o mercado acompanha o equilíbrio entre os lucros expressivos e a preocupação com a conversão desses gastos em retorno para os acionistas. Um relatório de analistas aponta um preço-alvo de 892,70 dólares para a Meta nos próximos 12 meses, o que representa uma alta de 38,19%.
Os defensores da empresa argumentam que os fundos de publicidade sustentam a expansão da IA, citando o aumento de 19% nas impressões de anúncios no primeiro trimestre. O executivo da empresa afirmou que o lançamento da família de modelos Muse foi um marco importante. No entanto, o cenário negativo foca no retorno do investimento em capex, visto que o Reality Labs registrou um prejuízo operacional de 4,03 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026.
Ao comparar a Meta com concorrentes como Alphabet, que cresceu 21,8% no primeiro trimestre de 2026, analistas observam que a Meta possui uma escala maior, com 3,56 bilhões de pessoas ativas diariamente em seus aplicativos. A decisão de compra, segundo um modelo proprietário, é recomendada com alta confiança de 90%.

