Uma especialista em finanças detectou uma discrepância grave em uma conta de investimentos de US$ 2 milhões, após uma ouvinte relatar uma cobrança anual de US$ 35.000. A análise revelou que a taxa percentual informada não correspondia ao valor cobrado, indicando um possível sobrepreço.
A situação foi levantada por uma ouvinte do podcast, que possuía US$ 2 milhões em um IRA tradicional em processo de conversão para Roth. A assessora cobrava 0,60% sobre o patrimônio, o que a cliente alegava ser de cerca de US$ 35.000 anuais. A especialista, Suze Orman, calculou que 0,60% sobre o montante representa aproximadamente US$ 12.000 por ano.
Orman afirmou que a diferença entre o valor alegado e o calculado indicava que “algo está radicalmente errado”. Ela aconselhou a cliente a questionar o assessor sobre a cobrança de US$ 35.000, classificando o valor como “ridículo”.
A discussão sobre modelos de cobrança, como taxas fixas, foi mencionada. Enquanto plataformas de taxa fixa cobram valores menores, a especialista destacou que assessores remunerados por percentual têm incentivo para que o cliente tenha sucesso. Contudo, esse alinhamento só é válido se a taxa percentual for justa.
O caso serve como alerta para investidores: é fundamental verificar o valor em dólar da taxa cobrada e compará-lo com o percentual contratado. A especialista concluiu que a cliente provavelmente foi “sérieosamente cobrada a mais por um longo tempo”.

