Construtoras listadas na B3 registraram desempenho abaixo do previsto no segundo trimestre de 2026. O Banco Safra apontou que o setor foi pressionado por um cenário macroeconômico adverso, inflação e restrições de financiamento da Caixa Econômica Federal.
O relatório do Banco Safra indicou que as empresas focadas no mercado popular sentiram os reflexos mais fortes do período. A redução de cerca de 300 pontos-base no comprometimento máximo de renda para financiamento imobiliário contribuiu para vendas abaixo do esperado, levando o volume total do segmento popular a ficar 7% abaixo do projetado pelo banco.
No geral, a Relação de Vendas sobre Oferta (VSO) caiu para 24,2%, acumulando retração de 0,5 ponto percentual sobre o primeiro trimestre. No segmento de média e alta renda, novos projetos avançaram 3% anualmente, mas o volume de vendas líquidas caiu 2%, elevando os inventários para R$ 25,6 bilhões no trimestre.
Houve divergência operacional entre as companhias. Enquanto a Moura Dubeux superou as projeções do Safra, alcançando VSO de 21%, a Even apresentou o resultado mais fraco, com vendas 45% abaixo das estimativas do banco. O Safra destaca potencial de recuperação, citando que o FGTS debaterá a redução de juros no MCMV em 28 de julho.

