O mercado imobiliário de luxo brasileiro está em fase de reposicionamento, associando o alto padrão a experiências completas de bem-estar e estilo de vida. Segundo levantamentos, o segmento movimentou mais de R$ 7 bilhões no primeiro trimestre de 2025, com 993 imóveis comercializados.
A mudança de foco implica que o imóvel deixou de ser visto apenas por sua dimensão ou acabamentos. Débora Pereira, fundadora da D’joire Life, afirmou que o bem passa a ser entendido como uma extensão do lifestyle, exigindo curadoria refinada e assinaturas de arquitetura. O público busca experiências que antes eram externas ao lar, como serviços de wellness, spa e gastronomia.
A curadoria de patrimônio atua como um olhar especializado, integrando estética, funcionalidade e estilo de vida. Essa abordagem visa oferecer uma jornada de morar mais coerente e eficiente, reduzindo processos fragmentados. Pereira comentou que o cliente de alto padrão valoriza a segurança nas escolhas e a gestão do tempo.
Além disso, a executiva ressaltou a importância do pós-projeto, indicando que o verdadeiro luxo reside na continuidade do cuidado do patrimônio. Entre as regiões mais procuradas em São Paulo, os bairros Jardins, Itaim Bibi e Campo Belo destacam-se por oferecerem tranquilidade e qualidade de vida.

