A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 20, buscando reverter a suspensão de 90 dias das visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai. Os advogados pedem que o ministro Alexandre de Moraes reconsidere a medida ou que o caso seja analisado pela Primeira Turma do STF.
O recurso argumenta que a proibição total do contato entre pai e filho é desproporcional. A defesa também sustenta que Bolsonaro desconhecia a divulgação da carta entregue a Flávio nas redes sociais. Os advogados alegam que a restrição de visitas não pode impedir a comunicação profissional entre Bolsonaro e um advogado escolhido por ele.
A suspensão das visitas ocorreu em 13 de julho, após Flávio ler uma carta de Bolsonaro durante uma transmissão. No texto, o ex-presidente pedia união de apoiadores em torno da pré-candidatura do filho e o apresentava como seu “porta-voz”.
Para o ministro Alexandre de Moraes, o senador usou a visita para retirar uma mensagem destinada à divulgação pública, o que configurou desvio de finalidade. Na ocasião, Moraes havia mantido Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, mas suspendeu as demais visitas e proibiu encontros de cunho político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.

