Um administrador de empresas defende que a inclusão racial deve ser integrada à cultura organizacional das empresas para gerar resultados concretos no mercado brasileiro. Segundo o especialista, a equidade precisa ir além de campanhas institucionais, focando nas decisões diárias de contratação e desenvolvimento de talentos.
O especialista, fundador do Espaço da Audição, afirma que modelos tradicionais de recrutamento criam zonas de conforto que limitam o crescimento. Ele explica que a verdadeira transformação corporativa ocorre quando as organizações reconhecem o potencial humano de cada profissional, superando a mera gestão de estatísticas.
Claudio Gonçalves declara que a inclusão deve estar presente nas rotinas gerenciais. Ele comenta que o desejo fundamental dos colaboradores é ter uma oportunidade, e não apenas participar de políticas de inclusão. O administrador vê a diversidade como vantagem competitiva, pois equipes com diferentes vivências expandem a análise de problemas.
Para o especialista, o papel da empresa é criar condições para que todos demonstrem competência, sem que a origem social ou racial limite a carreira. Ele adverte que a liderança deve focar em desenvolver talentos, e não apenas administrar processos. O principal indicador de equidade, segundo ele, é o sentimento de pertencimento do colaborador.

