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Economia

Estados debatem mudança nas alíquotas do imposto de herança

Carla Fernandes
Última atualização: 21 de julho de 2026 06:20
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Vários estados brasileiros estudam elevar as alíquotas do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Diante disso, investidores de alta renda buscam antecipar doações, mas especialistas alertam que a estratégia pode resultar em pagamento de imposto maior, em vez de evitar a cobrança.

A Emenda Constitucional 132, de fim de 2023, permite que os estados fixem alíquotas de ITCMD de até 8%, adotando um modelo progressivo conforme o valor do patrimônio. Em Minas Gerais, a proposta eleva o imposto de 5% fixos para faixas de 3%, 5% e 8% sobre herança. Em São Paulo, há projetos que preveem alíquotas de até 8%.

A advogada de planejamento patrimonial, Maria Júlia Castro, explica que as alíquotas progressivas favorecem patrimônios menores. Cálculos realizados pela Ghia Family Office indicam que, em Minas, o limite para não pagar mais ITCMD seria de cerca de R$ 900 mil. Em São Paulo, esse limite seria de aproximadamente R$ 3,3 milhões.

A decisão de doar deve considerar mais fatores que apenas a nova alíquota. Castro comenta que, em casos de patrimônios maiores, pode ser mais vantajoso aplicar o valor do imposto em investimentos futuros. Além disso, o potencial de valorização do bem é crucial: ativos que crescem acima da inflação podem exigir a antecipação da doação.

Renato Folino, head do XP Family Office, afirma que a mudança mais relevante é a alteração na base de cálculo de holdings imobiliárias. A nova regra exige a atualização dos valores patrimoniais, o que pode elevar o valor do imóvel em até 20 vezes, um impacto maior que o aumento da alíquota.

TAGGED:alta-rendadoaçãoherançaimpostositcmdplanejamento-patrimonial
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