Um homem de 38 anos morreu após ser baleado por um policial militar na Praça da Matriz de Mombuca, em São Paulo, no domingo (19). O incidente ocorreu no final do tradicional Desfile de Cavaleiros da cidade, que possui 3,7 mil habitantes, e levantou controvérsia sobre a ação policial.
A Polícia Militar alegou que os disparos foram efetuados em legítima defesa para conter uma briga na qual a vítima estava envolvida. Segundo a corporação, o policial agiu diante de um risco iminente, pois a vítima teria avançado com uma faca contra outro indivíduo que portava uma garrafa de vidro. O boletim de ocorrência registra que foram efetuados quatro disparos para apartar o confronto.
A viúva do homem acusou a corporação de excesso e imprudência. Ela relatou que correu ao local e viu o marido caído, afirmando que “Eles mataram meu marido, eles encheram meu marido de tiro, meu marido já estava caído. Não precisava de mais”. A vítima foi socorrida e levada à Santa Casa de Capivari, mas não resistiu aos ferimentos.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as Polícias Civil e Militar apuram os fatos, solicitando laudos periciais. Os agentes envolvidos não utilizavam câmeras corporais. A prefeitura de Mombuca lamentou a morte, destacando que o desfile foi organizado com planejamento e medidas de segurança.

