A distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuito no Brasil concentra a maior parte do espaço em poucos nomes. Em 2026, Lula e Flávio Bolsonaro devem ocupar quase 80% do tempo, enquanto outros candidatos terão pouca visibilidade.
O sistema atual divide apenas 10% do horário eleitoral gratuito igualmente entre os candidatos. Os 90% restantes dependem do tamanho das bancadas dos partidos que apoiam cada candidatura. Essa estrutura favorece quem já possui maior representatividade política.
Neste cenário, nomes como Romeu Zema e Renan Santos, que disputarão a Presidência, devem ter pouco tempo de propaganda gratuita. A análise aponta que o sistema empurra candidatos menores a alianças de conveniência, priorizando coligações em detrimento de projetos de país.
A divisão atual gera um debate sobre a necessidade de um meio-termo, que garanta um tempo mínimo a todos, distribuindo o restante conforme o porte dos partidos. A polarização, segundo a análise, é resultado das regras que definem quem terá oportunidade de ser conhecido pelo eleitor.

