Quase todas as ondas que atingem a costa são iniciadas pelo vento, que transfere energia para a superfície do mar, gerando ondulações capilares. O tamanho dessas ondas depende da força, duração e distância que o vento percorre sobre a água.
A formação começa com o vento soprando sobre a superfície, criando ondulações minúsculas. Se o vento persistir, a ondulação cresce e ganha velocidade. Os oceanógrafos explicam que, teoricamente, a massa de água não se desloca; é a energia que viaja de um ponto a outro. Isso permite que ondulações de swell, acumuladas em alto mar, alcancem a costa mesmo sem vento local.
Além da ação eólica, terremotos no fundo do oceano podem gerar tsunamis, um fenômeno distinto. As maiores ondas do mundo surgem em áreas com ventos fortes por vários dias, como no sul do Oceano Índico, onde podem ultrapassar 9 metros.
Ao se aproximar da praia, a interação com a água rasa altera o movimento da onda. O atrito com o fundo segura a base enquanto o topo avança, levando a ondulação a perder o equilíbrio e quebrar. Esse atrito também arrasta a areia, causando o acúmulo de material após a arrebentação.

