A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de 18 pessoas investigadas por movimentar e esconder dinheiro para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ordem judicial também autorizou o bloqueio de até R$ 10 milhões em contas e investimentos de cada indivíduo, além da indisponibilidade de bens.
A decisão, acolhida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e assinada pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, detalha o esquema financeiro. O grupo transformava dinheiro vivo em transferências bancárias, utilizando empresas e contas de terceiros, e operava uma fintech para ocultar patrimônio.
Um dos articuladores apontados operava com a fintech Akron, que aceitava valores provenientes de criptomoedas, pirâmides financeiras e tráfico de drogas. A investigação também encontrou mensagens sobre valores destinados a “pagar a polícia” e a disputa por um imóvel em Riviera de São Lourenço, em Bertioga, que chegou a um tribunal do crime.
A Justiça permitiu a apreensão de carros avaliados acima de R$ 150 mil, dinheiro em espécie superior a R$ 3 mil, joias e itens de luxo. O juiz fundamentou a prisão preventiva no risco de continuidade dos crimes, destruição de provas e fuga.

