O setor brasileiro de máquinas e equipamentos se manifestou contra o uso da Lei da Reciprocidade, que permitiria retaliar os Estados Unidos com sobretaxas, em resposta ao novo tarifaço americano. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) defende a negociação diplomática como saída para o impasse comercial.
José Velloso, presidente executivo da Abimaq, comunicou a posição da entidade após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Velloso afirmou que o mecanismo de reciprocidade não é favorável ao setor, pois a aplicação exigiria consulta pública no Brasil, onde a maioria dos setores se posicionaria contra. O dirigente explicou que retaliar não resolve um problema de natureza política.
O tarifaço americano impõe taxa extra de 25% sobre produtos brasileiros não isentos, podendo atingir 37,5% com uma cobrança adicional de 12,5% ligada a alegação de trabalho forçado. Velloso comentou que a taxa de 25% é mais prejudicial, pois afeta diretamente a competitividade do produto brasileiro frente a concorrentes asiáticos e europeus.
Apesar da redução da fatia de mercado nos EUA, que caiu para 22%, o setor registrou crescimento de 12% nas exportações de máquinas nos últimos doze meses. Em reunião com Alckmin, a Abimaq propôs medidas para baixar o Custo Brasil, como redução de tributos e facilitação do programa Brasil Soberano.

