O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou a edaravona, um novo tratamento para esclerose lateral amiotrófica (ELA), conforme publicação do Ministério da Saúde. O medicamento será destinado a adultos com a doença nos graus 1 ou 2, e deve estar disponível em até 180 dias.
A incorporação da edaravona, formalizada pela Portaria SCTIE/MS nº 40, visa auxiliar pacientes com ELA em estágios iniciais. O tratamento pode ser usado isoladamente ou em associação ao riluzol, dependendo da avaliação médica. Segundo parecer técnico-científico, a substância atua reduzindo o estresse oxidativo, um dos mecanismos ligados à degeneração dos neurônios motores.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisou as evidências e declarou que o medicamento desacelera o declínio funcional dos pacientes, apresentando perfil de segurança satisfatório. Contudo, a Conitec afirmou que a edaravona não representa a cura da doença.
A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos voluntários. Os sintomas incluem fraqueza, atrofia muscular e rigidez. A insuficiência respiratória é a principal causa de morte, ocorrendo geralmente entre três e cinco anos após o início dos sinais.

