Uma nova política do governo de Tóquio permite que funcionários usem shorts em escritórios, uma medida adotada após verões de calor recorde. A iniciativa, parte do programa ‘Cool Biz’, busca reduzir o uso de ar-condicionado e economizar energia, mas gerou debate sobre etiqueta e percepção social no país.
A política, que incentiva vestimentas mais casuais, como camisas polo e peças de linho, foi introduzida pelo Ministério do Meio Ambiente em 2005, alinhada aos compromissos ambientais do Japão. No entanto, a liberação de shorts provocou reações diversas. A imprensa local cunhou o termo ‘sune-hara’, que descreve o incômodo relatado por algumas mulheres ao verem as pernas de colegas homens.
Alguns críticos argumentam que a medida é desigual. Enquanto os homens ganham flexibilidade, as mulheres ainda enfrentam pressão social para manter padrões de vestuário mais formais, como usar meia-calça ou saias longas. Uma professora universitária comentou que, se os homens usam shorts, os mesmos padrões de aparência deveriam se aplicar a eles.
Apesar do debate, a iniciativa tem apoio do varejo, que passou a oferecer roupas formais com tecidos leves. Contudo, a aceitação ainda é lenta; em um escritório do Governo Metropolitano de Tóquio, apenas 11 dos 70 funcionários homens usavam a peça em uma visita recente.

