Um juiz federal norte-americano marcou para 1º de junho de 2027 o julgamento do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Os dois são acusados de tráfico de drogas nos Estados Unidos, enquanto a defesa promete solicitar o arquivamento do processo alegando imunidade de chefe de Estado.
Maduro e sua esposa compareceram a uma audiência de cerca de vinte minutos no tribunal federal de Manhattan, perante o juiz federal Alvin Hellerstein. Os dois foram capturados em Caracas em 3 de janeiro, em operação militar ordenada pelo presidente Donald Trump. Eles foram indiciados nos EUA sob a acusação de usar suas posições para facilitar o transporte de cocaína.
O juiz Hellerstein definiu o prazo de 2 de setembro para a primeira rodada de moções legais de defesa, e uma audiência para 17 de novembro para apresentação de argumentos. O advogado de defesa Barry Pollack afirmou que buscará a anulação do processo com base na imunidade. Maduro enfrenta quatro acusações, incluindo conspiração para narcoterrorismo, e pode ser condenado à prisão perpétua.
Durante a audiência, Maduro se referiu a si mesmo como um “prisioneiro de guerra”. Ele já acusou os Estados Unidos de buscar sua destituição para obter maior controle sobre as reservas de petróleo do país. Os Estados Unidos, por sua vez, o acusam de má gestão econômica e fraude eleitoral.

