A Tesla, avaliada em 1,4 trilhão de dólares, apresenta um modelo de negócios que, segundo análises, se divide em duas entidades distintas: a produção de veículos e o desenvolvimento de inteligência artificial e robótica. Os dados do segundo trimestre mostram que a área automotiva ainda gera a maior parte da receita, mas a robótica impulsiona a alta avaliação da empresa.
A receita de veículos da Tesla alcançou 20,5 bilhões de dólares, correspondendo a 73% da receita total de 28,2 bilhões de dólares no segundo trimestre. As entregas de veículos subiram 25% em relação ao ano anterior, totalizando 480.126 unidades. Apesar do crescimento geral de 26% na receita, o lucro líquido da companhia caiu 5% no mesmo período, atingindo 1,1 bilhão de dólares.
A operação de robótica, vista como o futuro da empresa, está em fase de expansão, com duas instalações em construção, uma na Califórnia e outra no Texas. Os gastos de capital aumentaram 142%, chegando a 5,8 bilhões de dólares. O desenvolvimento de sistemas avançados, como o Full Self-Driving (Supervised), também cresceu, com as assinaturas ativas subindo 56% para 1,48 milhão.
A proposta de separação visa permitir que o mercado avalie cada segmento isoladamente. Enquanto o braço automotivo fornece o fluxo de caixa necessário, a divisão de robótica e IA é o que inflaciona a avaliação atual. A separação forçaria o mercado a definir se o empreendimento robótico é uma gigante tecnológica revolucionária ou um investimento especulativo.


