Um executivo chinês apresentou uma tese de risco para a NVIDIA, questionando a solidez do ecossistema de software CUDA da empresa. As alegações, ainda não verificadas, indicam que o desenvolvimento de IA local pode reduzir as barreiras de entrada, afetando o valor das ações da companhia.
A tese de risco baseia-se em declarações atribuídas ao CEO de uma empresa chinesa, que afirmou que o desenvolvimento de código por inteligência artificial e o uso de linguagens como TileLang podem diminuir rapidamente as barreiras do ecossistema CUDA. Segundo o resumo divulgado, a empresa chinesa trabalha com a Huawei e busca garantir cerca de 16 mil chips de IA da fabricante.
O argumento apresentado sugere que, ao portar essa pilha de software para o silício da Huawei, o SuperNode 950 da empresa poderia substituir cargas de trabalho atualmente gerenciadas pelos modelos GB200 e GB300 da NVIDIA. Um analista sumarizou a visão como: “O fim do fosso do CUDA está se aproximando. O problema do ecossistema para os chips chineses pode ser resolvido em um ano.”
Apesar das alegações, os resultados financeiros da NVIDIA mostram crescimento significativo. A receita de Data Center atingiu $75,25 bilhões, um aumento de 92%, e o lucro por ação não-GAAP foi de $1,87, superando a estimativa de $1,77. A empresa também divulgou compromissos de suprimentos de $119 bilhões.
O consenso de analistas permanece majoritariamente otimista, com 58 recomendações de compra. Contudo, a tese de erosão do CUDA representa um risco de múltiplos anos, que se soma ao crescimento extraordinário da companhia, e será um ponto de atenção no relatório de resultados de 26 de agosto.


