O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter prestado serviços advocatícios a uma empresa de contabilidade ligada a consultora empresarial que recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master. Ele declarou que a relação foi legal e privada, mas não apresentou contratos, relatórios ou petições judiciais sobre os trabalhos.
O senador disse em vídeo divulgado nesta quarta-feira em sua rede social que foi contratado para prestar serviços advocatícios à empresa. O escritório de advocacia de Flávio emitiu nota fiscal de R$ 500 mil à Contábil Correa em 9 de abril de 2025, descrevendo o serviço como “assessoria jurídica”.
Documentos da Receita Federal, obtidos pela CPI do Crime Organizado, mostram que o Banco Master repassou R$ 57,9 milhões à Copenhagen entre 2024 e 2025. Flávio Bolsonaro explicou que as notas fiscais emitidas e depois anuladas à Copenhagen não representaram prestação de serviço, e que ele não recebeu valores da consultoria. Ele alegou que a situação é uma tentativa de “vincular falsamente” seu nome ao escândalo do Master.
A Contábil Correa tem como único sócio o contador Rogério Lourenço Novo, que também é diretor da Copenhagen. Segundo o site da contabilidade, a empresa presta assessoria empresarial, como auxílio na gestão tributária e fiscal. A relação do senador com o Banco Master também foi noticiada em maio, quando mensagens revelaram negociações sobre pagamentos para o filme Dark Horse.

