A Polícia Federal investiga suspeitas de venda de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em favor de um empresário, negociadas por um lobista e pela esposa de um juiz federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A apuração, que teve autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu o ministro Moura Ribeiro, do STJ, nas investigações.
Segundo relatório da PF, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves teria atuado irregularmente junto ao STJ para obter decisão favorável de Moura Ribeiro ao Grupo OK, empresa de Luiz Estêvão. A atuação teria ocorrido em conjunto com a advogada Aline Gonçalves de Sousa, esposa de Cesar Jatahy, integrante do TRF-1.
As investigações tiveram início após a análise da nuvem do celular de Roberto Zampieri, advogado assassinado em Cuiabá no fim de 2023. A análise revelou conversas entre o lobista e a advogada sobre processos de Luiz Estêvão sob relatoria do ministro Moura Ribeiro. Um dos processos mencionados teve decisão favorável ao Grupo OK em 2021.
Moura Ribeiro negou conhecer a investigação, afirmando que sua trajetória é honrada e que as alegações criminosas são improcedentes. A defesa do lobista e da advogada negou irregularidades. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia denunciado nove pessoas na investigação sobre vendas de decisões judiciais no STJ.

