O Partido Liberal (PL) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL). A ação alega que a empresa realiza propaganda eleitoral antecipada e negativa contra o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência em 2026, utilizando sua estrutura corporativa e recursos financeiros.
Segundo a petição apresentada pelos advogados do PL, o ICL organizou uma operação nas redes sociais para promover o documentário “Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um”, lançado nesta quinta-feira (23 de julho de 2026). O partido esclarece que a representação não visa censurar a obra, mas sim impedir a prática irregular de propaganda antecipada e o uso de estrutura corporativa para interferir politicamente nas eleições.
A representação aponta que houve estímulo a interações em perfis institucionais, direcionando usuários a grupos oficiais de WhatsApp. O documento afirma que a rede contaria com pelo menos 200 grupos criados e administrados pela pessoa jurídica, alcançando mais de 160 mil pessoas. O PL declarou que essa prática estabelece uma rede organizada de difusão custeada por pessoa jurídica, o que é vedado pela Lei das Eleições (Lei 9.504 de 1997) e pelas resoluções do TSE.
A ação também destaca irregularidades em anúncios pagos na Meta. Dados da Biblioteca de Anúncios indicam a veiculação de 137 anúncios patrocinados pelo ICL, com investimento estimado entre R$ 70.000 e R$ 80.000. O PL argumenta que a pessoa jurídica impulsiona “conteúdo político-eleitoral explícito”, contrariando a legislação. O partido pede que o TSE conceda medida liminar para suspender as campanhas organizadas e os impulsionamentos pagos.


