A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu contra decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu visitas com fim político-eleitoral e a divulgação de manifestos políticos. As restrições, que valem até o fim das eleições de 2026, também incluem a suspensão geral de visitas por 30 dias.
A medida cautelar foi determinada após a publicação, por um senador, de uma carta escrita pelo ex-presidente. No documento, Bolsonaro pedia união em torno da pré-candidatura do filho à Presidência da República. Para Moraes, a divulgação da carta violou as medidas que proíbem o ex-presidente de usar redes sociais ou outros meios de comunicação, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Além da suspensão de 30 dias, o ministro determinou que Bolsonaro não receba encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições. A decisão também impede a divulgação de manifestações desse tipo, mesmo quando feitas por outras pessoas. Pela determinação, apenas médicos, fisioterapeutas e advogados podem ter acesso ao ex-presidente durante o período.
O ministro também proibiu o senador de visitar o pai por 90 dias. A defesa agora busca derrubar ou modificar as novas restrições impostas ao ex-presidente, e o recurso será analisado no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

