O Partido Liberal (PL) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL) nesta sexta-feira (24). A sigla alega que o instituto promove propaganda eleitoral negativa e antecipada contra o presidente Lula (PT), utilizando canais digitais para atacar o pré-candidato Flávio Bolsonaro.
A ação judicial solicita ao TSE a suspensão imediata de práticas de mobilização e difusão organizada de conteúdo político-eleitoral pelo ICL. O PL sustenta que o instituto, fundado pelo economista Eduardo Moreira, instrumentaliza seus canais como veículo partidário de Lula, citando a divulgação de um documentário intitulado “Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um”, que estreou na quinta-feira (23).
O partido apresentou prints de publicações do ICL e ICL Notícias que criticam Flávio Bolsonaro. Segundo a petição, mais de 200 grupos de WhatsApp do ICL, com alcance superior a 160 mil usuários, incentivam a disseminação do link do filme antes do início oficial do período eleitoral, em 16 de agosto. O PL pede que o ICL identifique pagamentos de partidos políticos ou contratos públicos entre 2025 e 2026.
O ICL, por sua vez, declarou que o documentário possui “compromisso histórico com a apuração rigorosa dos fatos”. O instituto afirmou que a representação tem “claro objetivo de intimidar e silenciar um veículo de comunicação”, classificando a acusação como tentativa de censura.


