O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de um vereador de São Paulo. O político é investigado por lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizando a empresa de ônibus Transunião. A decisão foi tomada em 24 de julho de 2026, a pedido da Polícia Federal e com parecer favorável do Ministério Público.
A prorrogação foi determinada pelo juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza, que afirmou que diligências essenciais ainda estão em andamento e que a custódia é necessária para preservar as investigações. A prisão faz parte da Operação Moura, que investiga a infiltração do PCC no transporte público da capital paulista.
Segundo a investigação, o vereador exercia o controle financeiro da Transunião, embora não fizesse parte do quadro societário da empresa, que era usada para lavar dinheiro da facção. A operação cumpriu 5 mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens, a apreensão de 117 ônibus, 21 imóveis e 3 embarcações. A administração da Transunião foi afastada e passou para a SPTrans. Após a detenção, o vereador negou irregularidades e, dois dias depois, pediu afastamento do PT para focar na defesa.

