O comando militar dos Estados Unidos aumentou seu poderio armado no Oriente Médio, mobilizando aeronaves e tropas, enquanto o presidente Donald Trump cogita retomar um estado de guerra total contra o Irã. A movimentação, que ocorre após a ‘Operação Fúria Épica’, sinaliza frustração com o conflito e a possibilidade de ataques a alvos além do território iraniano.
A mobilização militar inclui bombardeiros de longo alcance, caças F-16 e F-35, além de quase 20 navios de combate e dezenas de milhares de soldados. Segundo a imprensa americana, a estratégia reflete o descontentamento do presidente com a falta de avanços nas negociações e incidentes no Estreito de Ormuz. Trump declarou que está cogitando um ataque de grande porte, afirmando que o Irã ainda não sofreu o suficiente.
Alvos em discussão incluem um complexo subterrâneo iraniano, onde se localiza urânio altamente enriquecido, e infraestrutura civil, como centrais de energia. Além disso, os ataques da milícia houthi, aliada do Irã, no Mar Vermelho, colocaram o grupo iemenita na lista de ameaças. A tarde desta sexta-feira, o presidente se reuniu com conselheiros para definir os próximos passos.
O custo do conflito também é um fator. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, solicitou ao Senado mais US$ 67 bilhões para cobrir os gastos, que já somam US$ 37,5 bilhões. Analistas apontam que a escalada militar, que gera impopularidade nos EUA, pode se tornar uma ‘guerra eterna’ entre os EUA e a rede de ameaças do Irã.

