O governo federal ampliou a margem fiscal para R$ 10,8 bilhões, elevando o limite de R$ 4,1 bilhões para cumprir a meta de 2026. A mudança, apresentada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, resultou na redução de R$ 5,7 bilhões no bloqueio orçamentário.
A ampliação da margem fiscal permite ao governo operar R$ 10,8 bilhões acima do limite inferior estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que é de déficit de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo Moretti, a nova margem elimina a necessidade de contingenciamento de despesas e autoriza o desbloqueio parcial de gastos discricionários.
A melhora fiscal decorre da combinação de aumento de receitas e da redução na projeção de despesas obrigatórias. A principal variação ocorreu nas despesas com pessoal, cuja execução ficou abaixo do previsto, gerando uma redução de R$ 4,2 bilhões na estimativa para o fim do ano. Houve também ajustes nas despesas previdenciárias e no Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).
O ministro afirmou que o governo projeta encerrar 2026 com despesas primárias próximas de 19% do PIB, patamar que ele atribuiu às regras do arcabouço fiscal. A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, também participou da apresentação dos dados na última sexta-feira (24/07/2026).


