A Cidade de Goiás, antiga capital de Goiás e Patrimônio Mundial da Humanidade, iniciou tratativas com o Governo de Goiás para discutir reparação histórica. O governador Daniel Vilela assinou a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de levantar necessidades e elaborar propostas para as comemorações dos 300 anos da cidade em 2027.
O grupo reúne representantes do Governo de Goiás, da Prefeitura, da Câmara Municipal, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Sesc. O prefeito Aderson Gouvea declarou que a criação do grupo é o primeiro passo concreto para resgatar uma reivindicação que acompanha o município há quase um século, pois o consenso de recompensa nunca se concretizou.
A demanda por compensação é anterior à transferência da capital. Segundo o procurador-geral do município, José do Carmo Siqueira, a primeira tentativa de garantir compensações ocorreu em 1936, antes de Goiânia assumir oficialmente o posto de capital. O prefeito afirmou que a expectativa é que o governo estadual participe da construção de soluções para demandas históricas.
Apesar de ser reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco e sediar eventos como o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), a cidade enfrenta gargalos em infraestrutura, drenagem urbana, abastecimento de água e desenvolvimento econômico, segundo a prefeitura.

