Octavio Gallotti, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), faleceu neste domingo (26), aos 95 anos. O magistrado, que integrou a Corte entre 1984 e 2000 e presidiu o órgão de 1993 a 1995, foi o último indicado ao STF durante o período da ditadura militar.
Gallotti nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1930. Sua carreira começou como assistente do procurador-geral da República e evoluiu para procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. Em 1973, tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), onde foi eleito presidente em dezembro daquele ano.
Em 20 de novembro de 1984, Gallotti assumiu o cargo de ministro do STF, indicado pelo presidente João Figueiredo, o que o tornou o último nomeado durante o regime militar. Ele também atuou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e presidiu o STF entre maio de 1993 e maio de 1995.
O STF lamentou a morte do ex-ministro, destacando seu rigor técnico e dedicação ao serviço público. O presidente do STF, Edson Fachin, declarou que a trajetória de Gallotti demonstra um “inabalável compromisso com a Constituição” e deixou marcas na jurisprudência nacional.


