A tradutora de “A Odisseia”, Emily Wilson, criticou a adaptação cinematográfica de Christopher Nolan por meio de um artigo publicado em veículos de comunicação. Ela alegou que o longa carece de profundidade psicológica, emocional, política e ética, classificando-o como “nada convincente”.
Wilson, professora de estudos clássicos da Universidade da Pensilvânia, afirmou que esperava que a afinidade de Nolan com os temas homéricos levasse a novos patamares criativos. No entanto, ela declarou que o filme apresenta “sua habitual combinação de grandiosidade e superficialidade”. A crítica apontou que a visão do filme é confusa e os personagens, pouco desenvolvidos, para sustentar as grandes ideias sugeridas.
A especialista detalhou que a adaptação carece de elementos cruciais do poema original, como discussão sobre tempo, memória, história e guerra. Ela concluiu que a estrutura narrativa é artificial e a escrita é “péssima”, acrescentando: “Eu teria vergonha de ter escrito qualquer parte deste roteiro”.
O filme, dirigido por Christopher Nolan e estrelado por Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland e Robert Pattinson, é um lançamento de destaque. Segundo dados de bilheteria, o longa já arrecadou US$ 639 milhões mundialmente em apenas duas semanas.


