Dois pacientes alcançaram níveis indetectáveis do vírus HIV após suspenderem o uso de medicamentos antirretrovirais, o que configura possível cura. Os casos, que foram submetidos a transplantes de células-tronco, foram anunciados na 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, no Rio de Janeiro.
A Sociedade Internacional de Aids (IAS) elevou o número de casos de cura ou remissão do HIV de 11 para 13 com este anúncio. Os casos são considerados possíveis curas, pois o tempo sem medicação ainda é curto, exigindo acompanhamento contínuo dos pesquisadores.
Um dos pacientes, de 21 anos, recebeu diagnóstico de HIV e leucemia em 2018. Em outubro de 2020, ele recebeu células-tronco de uma doadora com a mutação CCR5-delta32. Após suspender os antirretrovirais em fevereiro de 2025, os exames mantiveram o vírus indetectável por 14 meses.
O segundo paciente, que também apresentava hepatite B, recebeu células-tronco de um doador com a mesma mutação. Os medicamentos foram suspensos pouco mais de quatro anos após o transplante, e o HIV permaneceu indetectável por 12 meses. É importante notar que todos os casos documentados de cura receberam transplantes para tratar doenças graves do sangue, e não especificamente como tratamento contra o HIV.

