A campanha de Romeu Zema, do Novo, terá cerca de R$ 5 milhões provenientes do fundo eleitoral para a disputa presidencial de 2026. O valor representa 13,5% dos aproximadamente R$ 37 milhões que o partido deve receber. A estratégia foca em aumentar a exposição do candidato fora de Minas Gerais, enquanto o plano econômico prioriza o ajuste fiscal e a privatização de estatais.
A equipe de Zema avalia que a definição da disputa presidencial ocorrerá nas últimas duas semanas antes da votação. O principal desafio apontado pelos aliados do ex-governador de Minas Gerais é ampliar o conhecimento sobre seu nome fora do estado onde ele governou por dois mandatos. A estratégia prevê maior participação do candidato em debates, entrevistas e sabatinas, visando impulsionar a candidatura, como ocorreu em 2018.
Na área econômica, a campanha prepara um programa baseado em ajuste fiscal e aumento da produtividade. As propostas incluem mudanças nas regras administrativas e previdenciárias, ampliação das privatizações e medidas para reduzir o chamado “custo Brasil”. O plano foi desenhado por Carlos da Costa e Luiz Fernando Figueiredo.
O candidato defenderá a venda de estatais, como Petrobras e Banco do Brasil, em um eventual governo. A equipe afirma que o objetivo é diminuir entraves como a complexidade tributária e os juros elevados, defendendo uma agenda de privatizações mais ampla que diferencia Zema de outros nomes da direita. A campanha ainda não definiu quem comandará o Ministério da Fazenda.


