Uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode levar à inelegibilidade do senador Flávio Bolsonaro, um dos 81 alvos de um processo que investiga um ecossistema de desinformação. O caso, protocolado em 16 de outubro de 2022, permanece sem avanço significativo na Corte há quase quatro anos.
O processo, movido pela campanha do PT, aponta a existência de uma rede de disseminação de desinformação nas redes sociais. Segundo a campanha, essa artilharia bolsonarista visa associar o petista ao PCC ou questionar a credibilidade das urnas eletrônicas. Além de pedir a cassação e a declaração de inelegibilidade dos envolvidos, o PT solicitou a quebra de sigilo bancário e telefônico de proprietários de canais no YouTube, como o Brasil Paralelo.
Fontes reservadas indicam que a lentidão do caso se deve ao grande número de investigados, à complexidade do tema e à dificuldade em identificar os donos de perfis sob pseudônimo. O processo passou por trocas de magistrados, estando atualmente sob a relatoria de Antonio Carlos Ferreira, que deixará o cargo em setembro.
O TSE informou que o processo é de “elevada complexidade”, pois a identificação dos responsáveis por perfis online depende de requisição de dados às plataformas e diligências sucessivas. O despacho de maio de 2026 mencionou que três investigados do canal Hipócritas ainda não haviam sido notificados da existência do processo.

