A Assembleia Legislativa da Nicarágua recebeu o projeto de lei do presidente Daniel Ortega que propõe estender o mandato presidencial de seis para sete anos. A medida acompanha uma reforma constitucional que visa impedir a participação de adversários nas eleições, segundo o Congresso.
O presidente do Congresso, Gustavo Porras, declarou que o sistema proposto visa garantir estabilidade e continuidade com um mandato efetivo de sete anos renováveis. A proposta, que ainda não foi divulgada na íntegra, busca assegurar a visão e as operações do governo.
A copresidente, Rosario Murillo, informou que o plano foi compartilhado com o corpo diplomático e que haverá consultas com setores da sociedade nicaraguense antes da aprovação. Em 2024, uma reforma anterior havia ampliado o mandato de cinco para seis anos.
A intenção de Ortega, que governa há quase vinte anos, enfrenta rejeição de países e organizações internacionais. Os Estados Unidos advertiram que não ficarão inativos diante da situação, enquanto a União Europeia exortou o governo a convocar eleições em conformidade com as normas internacionais.
O casal presidencial, que detém poder absoluto, considera os protestos de 2018, que resultaram em mais de 300 mortos, segundo a ONU, como uma “tentativa de golpe de Estado” patrocinada pelos Estados Unidos.

