A defesa do senador reforçou, nesta terça-feira, o pedido de investigação no Supremo Tribunal Federal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar busca que o chefe do Executivo seja alvo de inquérito por suposta ameaça e incitação ao crime, após Lula citar o enforcamento de um ‘traidor’ durante convenção do PDT.
Os advogados do senador alegam que a fala de Lula configura uma “reiteração consciente, deliberada e pública” do discurso que motivou o acionamento do STF em junho. Na ocasião anterior, o senador questionou um discurso do presidente em Catalão (GO), onde Lula classificou os Bolsonaro como “vendilhões da pátria” e defendeu a “forca” para traidores da pátria.
Durante a convenção do PDT, Lula teria repetido a associação entre o termo ‘traidor’ e o enforcamento, afirmando: “São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado”. A defesa sustenta que as declarações ultrapassam o limite do debate político.
Em um pedido anterior, os advogados sustentaram que Lula ultrapassou os limites ao classificar membros da família Bolsonaro como “traidores da pátria”. Agora, a defesa argumenta que tais declarações configuram “incitação à violência política como instrumento de disputa eleitoral”. Os pedidos estão no gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, sem decisão sobre a abertura de inquérito.

