A FIFA anunciou planos para vender participação minoritária na Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária focada em direitos comerciais e eventos. A operação pode arrecadar até US$ 4,2 bilhões, valor que será destinado ao Programa Fifa Fast-Forward (FFFP) para aumentar o financiamento das 211 federações membro.
A entidade prevê que os recursos da venda serão usados para elevar o aporte financeiro às associações. Atualmente, cada federação recebe US$ 8 milhões, e a meta estabelecida é atingir US$ 20 milhões no ciclo de 2027 a 2030. A FIFA declarou que manterá o controle da FFE por meio de representação majoritária no Conselho e autoridade exclusiva sobre governança e decisões regulatórias.
O projeto conta com o apoio do JP Morgan e a holding Thrive Eternal deve liderar o grupo de investidores. A FIFA já recebeu manifestações de interesse de grupos financeiros de Europa, Américas, Ásia e África. O dirigente da entidade afirmou que a próxima etapa de crescimento exige uma estrutura comercial dedicada.
A UEFA criticou os planos, afirmando que “a essência e a governança do futebol não são ativos para serem negociados”. A entidade europeia destacou que “nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo”. Apesar das reclamações, a FIFA projeta gerar mais de US$ 15 bilhões no ciclo 2023 a 2026, impulsionado pela expansão da Copa do Mundo para 48 seleções.

