A varejista online Shein confirmou que suas operações nos Estados Unidos estão sob investigação da Comissão Federal de Comércio (FTC). A empresa informou, em documentos de IPO em Hong Kong, que o processo pode exigir pagamentos monetários significativos, afetando sua saúde financeira.
A Shein, varejista de fast-fashion de origem chinesa, cooperou com a investigação, conforme documentos publicados pela bolsa de valores de Hong Kong. A empresa declarou que o resultado do processo, seja por acordo ou outra via, pode demandar “pagamentos monetários significativos que poderiam ter um efeito adverso relevante sobre nossa situação financeira e nossos resultados operacionais”.
Um porta-voz da FTC confirmou a condução de uma investigação de proteção ao consumidor contra a varejista, órgão responsável por fiscalizar práticas comerciais desleais nos EUA. A Shein não detalhou o motivo da apuração e não respondeu imediatamente a pedidos de comentário da imprensa.
A varejista transferiu seus planos de Oferta Pública Inicial (IPO) para Hong Kong. A mudança ocorreu após riscos na cadeia de suprimentos se tornarem um obstáculo às listagens propostas em Nova York e Londres. A empresa já havia pago US$ 700.000 no ano passado para resolver uma ação movida por quatro condados da Califórnia, relacionada a atrasos nas entregas.

