A Vivo confirmou o plano de desativar gradualmente as redes móveis 2G, 3G e 4G no Brasil. O anúncio, feito pelo presidente da operadora, Christian Gebara, indica que o encerramento começará pelo 2G. O processo depende da migração de dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e da aprovação de acordos de infraestrutura com a TIM.
O desligamento do 2G ocorre primeiro devido à baixa demanda registrada na rede. As frequências liberadas podem ser realocadas para tecnologias mais modernas. Contudo, a operadora precisa que os dispositivos de IoT sejam substituídos ou homologados para operar em outras faixas antes de encerrar o serviço, segundo Gebara.
Apesar do plano de racionalização, a Vivo mantém investimentos no 4G, focando majoritariamente no 5G. Isso garante que a transição seja gradual, mantendo a qualidade do serviço enquanto a cobertura 5G se expande. A estratégia de redução de infraestrutura utiliza o acordo de RAN Sharing com a TIM, que permite remover equipamentos redundantes.
Este acordo abrange, inicialmente, cerca de 2 mil municípios para o 2G e 716 para a expansão do 3G e 4G. A ampliação do escopo, contudo, depende de aval regulatório da Anatel e de possíveis novas petições ao Cade, conforme explicou o executivo.

