O governo dos Estados Unidos prorrogou por mais um ano o estado de emergência nacional contra o Brasil. A decisão mantém em vigor uma ordem executiva que acusa políticas brasileiras de ameaçar a segurança nacional e a economia norte-americana. A prorrogação, que será publicada no diário oficial dos EUA nesta quarta-feira (29), não introduz novas sanções comerciais.
A medida formaliza a continuidade da Ordem Executiva 14323, assinada por Donald Trump em 30 de julho de 2025. Embora o impacto econômico imediato seja limitado, a manutenção da declaração de emergência possui relevância política, pois Washington mantém a possibilidade de usar instrumentos de pressão em negociações futuras com o parceiro comercial.
O comunicado da Casa Branca repetiu argumentos utilizados em 2025, citando supostas restrições à liberdade de expressão e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto também mencionou acusações de perseguição política contra o ex-presidente e seus apoiadores, reforçando a disputa política entre os dois países.
Anteriormente, em 2025, os EUA impuseram tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros usando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Contudo, a Suprema Corte americana invalidou essa sobretaxa em fevereiro deste ano, por entender que a legislação não autorizava tal imposição comercial. A renovação atual não restaura a tarifa.


