O Santander divulgou resultados do segundo trimestre de 2026, registrando lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,014 bilhões. Contudo, o banco enfrentou pressão devido ao resultado de provisões para devedores duvidosos, que somou R$ 7,654 bilhões, um avanço de 20,6% em relação ao período anterior.
As despesas de provisão de crédito cresceram 21,0% no trimestre, segundo o banco, em função do cenário macroeconômico, que inclui taxas de juros elevadas e alto endividamento das famílias. O impacto concentrou-se nos segmentos massivo de pessoa física e em casos específicos do atacado. O custo de crédito anualizado em doze meses atingiu 3,81%, subindo 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, conforme informado pelo Santander.
O lucro líquido gerencial recorrente apresentou queda de 20,4% frente aos três meses anteriores. O retorno sobre patrimônio recorrente (ROAE) recuou para 12,5%, comparado a 16,0% no primeiro trimestre. O banco também registrou que o índice de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 3,3%, estável em relação ao período anterior, mas com alta de 0,7 ponto percentual na comparação anual.

