A inteligência artificial está redefinindo o planejamento urbano mundial. Um estudo da Deloitte, que analisou 250 cidades em 78 países, identificou que 56% das administrações já utilizam soluções de IA na gestão urbana. Outras 35% estão em fase de testes, e a expectativa é que 48% usem a tecnologia em larga escala até 2027.
As aplicações da IA abrangem planejamento urbano, mobilidade, infraestrutura, gestão energética e monitoramento ambiental. Cidades utilizam modelos digitais para simular expansão, prever congestionamentos e analisar impactos ambientais, subsidiando decisões sobre novos empreendimentos. Essa mudança exige que questões como mobilidade e consumo de recursos integrem as etapas iniciais do planejamento.
A evolução está ligada aos Digital Twins, modelos virtuais que recebem dados contínuos de sensores e IoT. Segundo levantamento da Universidade de Stanford, reproduzido pela Autodesk, essa tecnologia pode reduzir em até 40% as alterações não previstas no orçamento das obras e diminuir custos operacionais em 9%.
Especialistas afirmam que a IA amplia a capacidade de análise, integrando variáveis isoladas. Mila Soares, Diretora de Incorporação e Novos Negócios na Porte Engenharia e Urbanismo, disse que a tecnologia permite estimar com precisão como um novo empreendimento influenciará o entorno, representando uma mudança no urbanismo.

