Especialista em sustentabilidade, Carlo Pereira, afirmou que empresas devem adotar postura de moderação durante o período eleitoral brasileiro. Segundo ele, o ambiente atual exige que as organizações respeitem a legislação e preservem o ambiente institucional, evitando o confronto político.
Pereira comentou que o debate político deixou de ser apenas uma disputa de ideias, assumindo características de confronto, onde o adversário se torna um inimigo. Ele utilizou lições de conflitos internacionais, como a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, para reforçar a responsabilidade das organizações em momentos de tensão.
No contexto das eleições brasileiras, o primeiro compromisso das empresas deve ser o cumprimento da legislação eleitoral. O especialista citou casos de autuação de companhias por coação eleitoral contra funcionários, afirmando que organizações não podem constranger colaboradores a votar ou monitorar suas escolhas. A empresa pode defender uma agenda, mas atrelá-la a um candidato gera riscos legais e de imagem.
A atenção deve se voltar também às lideranças. Pereira explicou que, embora funcionários tenham liberdade de manifestação, executivos precisam considerar o impacto de suas declarações. Ele concluiu que, diante da polarização, a sociedade espera que as lideranças exerçam um papel de moderação, defendendo valores sem escolher lados na disputa política, seguindo boas práticas como as do Instituto Ethos.

