O crescimento exponencial dos centros de dados de inteligência artificial nos Estados Unidos está gerando uma forte demanda por mão de obra qualificada, atraindo eletricistas e carpinteiros para projetos de grande escala. Empresas de tecnologia estão investindo milhões em programas de treinamento para suprir a necessidade de trabalhadores em jornadas extensas.
O boom na construção de infraestrutura para IA não possui paralelo na história dos Estados Unidos, impulsionado por empresas com capital disponível. Em Michigan, por exemplo, o projeto da OpenAI em Saline Township é citado como o maior investimento individual do estado, exigindo centenas de eletricistas em jornadas de dez horas, sete dias por semana. Trabalhadores qualificados são atraídos para locais remotos por salários e bônus elevados.
Grandes corporações estão formalizando o recrutamento. O Google, por meio de um programa de US$ 50 milhões, planeja elevar as matrículas em programas de aprendizagem de 19.500 para 30.000 nos próximos três anos. A Meta, por sua vez, destinou US$ 115 milhões para um compromisso plurianual de treinamento, iniciando com cerca de cinco mil participantes em um curso de quatro semanas.
A competição por profissionais gera tensões no mercado. Análises indicam que empregos em instalação e manutenção de centros de dados pagam 42% a mais que funções similares em outras áreas. Especialistas apontam que essa corrida por mão de obra está forçando empreiteiros a utilizarem serviços de recrutamento para atender à demanda.


