A taxa de distorção idade-série no ensino fundamental da rede pública brasileira caiu para 11,3% em 2025, o menor patamar registrado nos últimos anos. O indicador, que mede alunos com dois anos ou mais de atraso escolar, foi analisado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
A melhora no fluxo escolar foi observada em todas as etapas e regiões do país. No ensino médio, o percentual de estudantes com atraso escolar recuou de 28,9% para 17,6%, conforme análise do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As regiões Norte e Nordeste foram as que mais registraram avanços nesse período.
Apesar da redução, a chefe de Educação do Unicef no Brasil afirmou que os impactos da pandemia de covid-19 ainda persistem. Segundo ela, muitos alunos, mesmo matriculados na série correta, enfrentam lacunas de aprendizagem acumuladas durante a interrupção das aulas presenciais.
A especialista Mônica Dias Pinto declarou ser fundamental ampliar políticas específicas para estudantes com atraso escolar, visando a recuperação do tempo perdido e a recomposição das aprendizagens. Julia Ribeiro, outra especialista, atribuiu a melhoria também ao fortalecimento da formação continuada de professores e à ampliação da oferta de educação infantil.

