O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo da Bolívia acertaram um acordo para conceder uma Linha de Crédito Ampliada (EFF) de cerca de US$ 1,9 bilhão (R$ 9,77 bilhões). O programa visa apoiar a recuperação econômica do país, exigindo reformas para recompor a estabilidade macroeconômica.
A iniciativa do FMI dará suporte a reformas estruturais, com foco na recuperação das reservas internacionais, no fortalecimento das contas públicas e na redução das fragilidades fiscais e externas, segundo o FMI. O plano também prevê medidas para ampliar a proteção social e estimular o crescimento econômico com maior participação da iniciativa privada.
O acordo pode facilitar a liberação de recursos adicionais de organismos multilaterais, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Somados a outros aportes, os financiamentos podem ultrapassar US$ 5 bilhões (R$ 25,7 bilhões) durante a vigência do programa.
A deterioração econômica boliviana foi motivada por déficits fiscais persistentes, queda na produção de hidrocarbonetos, redução das reservas internacionais e aceleração da inflação, fatores apontados pela instituição. O objetivo é criar condições para um crescimento sustentável nos próximos anos.

