Em reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), um pesquisador defendeu que o bem-estar deve ser o eixo de um novo modelo de desenvolvimento nacional. Segundo o especialista, a ciência, a tecnologia e a inovação precisam ser pilares para garantir soberania e sustentabilidade no país.
Carlos Gadelha, coordenador da Rede CEIS, afirmou que é preciso reorganizar as prioridades econômicas, colocando as necessidades humanas e a preservação ambiental no centro das decisões. Ele destacou que a proposta ganha relevância diante do agravamento das desigualdades globais, onde as 12 pessoas mais ricas do mundo concentram mais riqueza que a metade mais pobre da população mundial.
Para reverter esse quadro, Gadelha defendeu que o Brasil integre em uma estratégia única temas como reindustrialização, transformação digital e transição ecológica. A saúde, nesse contexto, deve ocupar posição estratégica, pois o Sistema Único de Saúde (SUS) demonstra a capacidade de reduzir desigualdades e incorporar a sustentabilidade.
O pesquisador propôs ampliar o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) para o Complexo do Bem-Estar, incluindo educação e cultura. Juntas, essas áreas, associadas à ciência e inovação, representam mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, oferecendo condições para o crescimento com inclusão social e soberania.

